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BANDADA AMBIENTAL
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Blog voltado a assuntos Ambientais e Sociais ! ! !
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Segunda-feira, Julho 11, 2005
    
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
7:19 PM |
Segunda-feira, Abril 11, 2005
Eles conseguiram: Transgênico passou despercebido
Por Maristela Vitória 11/03/2005 às 11:21
Um olhar sobre a realidade agrária
A aprovação da Lei de Biossegurança pela Câmara dos Deputados, no último dia 2, foi uma verdadeira orquestração de interesses; alguns legítimos, outros, nem tanto. Primeiro a mobilização de várias pessoas, empenhadas na aprovação da pesquisa com células-tronco de embriões, desviou a atenção da sociedade e da grande mídia. Do outro lado, a parte da Lei que prevê a produção, a venda e a pesquisa de organismos geneticamente modificados no país passou despercebida e acabou sendo aprovada no bojo do projeto.
A maior evidência de que há grandes interesses, como os das transnacionais das sementes, é que foram incluídas em um só projeto de Lei duas matérias tão diferentes como a da pesquisa com células-tronco, que tem a aprovação da maioria da sociedade, e os transgênicos, que ainda causa muitas dúvidas. No início o processo
parecia ser tranqüilo. A primeira proposta era razoável, mas ao ser enviada para a Câmara, em dezembro de 2003, foi alterada pelos deputados. Protestos da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, conseguiram salvaguardar parte do projeto original, que garantia uma maior participação dos ministérios da Saúde e do Meio Ambiente.
Quando a proposta entrou no Senado uma grande batalha se travou. Cientistas favoráveis, empresas transnacionais e ruralistas se uniram e conseguiram alterar novamente o projeto. As mudanças transferiram o poder de decisão de um colegiado de ministros para a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), colegiado formado por
representantes da comunidade científica. Como houve alterações, o projeto retornou à Câmara, e agora acabou sendo aprovado.
Entidades e organizações estão divulgando um documento no qual chamam a atenção para a inconstitucionalidade do projeto de Lei aprovado. Primeiro porque ele usurpa competências, tirando-as dos ministérios do Meio Ambiente e da Saúde e transferindo-as para a CTNBio. Ela "ficará acima dos ministros de Estado da Saúde e do Meio Ambiente e passará a ser o único órgão com atribuição e poder deliberativo em assuntos afetos à saúde e ao meio ambiente", contrariando o artigo 76 da Constituição Federal.
Os estudos de impacto ambiental (EIA/RIMA) deveriam ser monitorados pelo Poder Público, mas esta competência passa a CTNBio. "É inadmissível minimizar ou flexibilizar esse dever imposto ao Poder Público conferindo a uma Comissão - que sequer é vinculada ao Ministério responsável pela matéria ambiental (!) - competência exclusiva para 'deliberar, em última e definitiva instância, sobre os casos em que a atividade é potencial ou efetivamente poluidora, bem como sobre a necessidade do licenciamento ambiental'".
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
12:30 PM |
Visitantes:
O BANDADA ESTEVE SEM ATUALIZAÇÃO POR ALGUM TEMPO...
AVISO QUE ESTAMOS RETORNANDO A ATIVA E AINDA MELHOR... COM IDÉIAS FORMADAS E ASSUNTOS MAIS TRABALHADOS...
Mando pra iniciar um link com vários artigos e livros pra download, e com matérias muito interessantes...
vlw... abraços
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
12:15 PM |
Terça-feira, Janeiro 25, 2005

posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
11:31 AM |
Terça-feira, Janeiro 18, 2005
Diferença entre o alimento orgânico e o alimento produzido de forma convencional
Todo alimento orgânico é muito mais que um produto sem agrotóxicos. É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos, etc.), conservando-os a longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos.
A agricultura orgânica usa receitas caseiras para combater as pragas, com componentes naturais como algumas ervas e óleos. O custo desses preparados de grande eficiência prática chega a ser 95% menor do que um produto químico, uma economia considerável para o produtor. Nos canaviais, por exemplo, pragas e ervas daninhas são combatidas com técnicas alternativas, como plantio de leguminosas nas entrelinhas da cana. Para eliminação de alguns insetos prejudiciais à plantação são utilizados predadores naturais.
A busca por maior qualidade de vida associada à preocupação crescente com as questões ecológicas tem motivado um número cada vez maior de produtores e consumidores a aderirem aos orgânicos como uma alternativa segura. Os recentes problemas de contaminação de rebanhos europeus (doença da vaca louca) serviram para demonstrar a importância dos processos criteriosos da produção orgânica, já que uma das prováveis causas da doença é a utilização de ração animal contaminada.
Na agricultura, principalmente, os benefícios do cultivo orgânico aumentam a qualidade de vida do trabalhador do campo. São inúmeros os relatos de agricultores que sentiram melhora significativa na saúde quando trocaram a técnica convencional pela natural. Muitos comentam que nunca mais tiveram as dores de cabeça e tonturas que eram constantes quando usavam agrotóxicos.
Deste modo, para se obter um alimento verdadeiramente orgânico, é necessário administrar conhecimentos de diversas ciências (agronomia, ecologia, sociologia, economia, entre outras) para que o agricultor, através de um trabalho harmonizado com a natureza, possa ofertar ao consumidor alimentos que promovam não apenas a saúde deste último, mas também do planeta como um todo.
Foi publicado no Journal of Applied Nutrition ( 1993 ) pesquisa realizada durante 2 anos em Chicago, Estados Unidos, onde ficou comprovada a grande diferença entre o alimento orgânico e o alimento produzido de forma convencional. Foram analisadas várias amostras de maçã, batata, pêra, trigo e milho doce, e comprovou-se que os alimentos orgânicos possuem uma diferença acentuada no conteúdo de alguns minerais essenciais. Veja a tabela:
Obs: foram realizados de 4 a 15 amostras para cada grupo de alimento.
Segundo análise na apresentação do Engenheiro Agrônomo Jorge Vailati do Instituto Biodinâmico, esta é a maior prova que mesmo utilizando adubos químicos não se garante um maior nível de nutriente aos produtos da agricultura convencional.
Este fato mostra a superioridade de um sistema orgânico mais eficiente. A liberdade de crescimento e amadurecimento da planta garante a nutrição de forma natural de acordo com as leis da natureza do reino vegetal.
FONTE: Coisas de Fazenda ¿ Alimentos Orgânicos
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
12:10 PM |
Terça-feira, Dezembro 07, 2004
X
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
8:20 PM |
Maior região produtora de alimentos do Japão proíbe transgênicos
A jurisdiçao situada ao norte do Japão, Hokkaido, planeja implementar restrições que resultarão numa efetiva proibição ao cultivo comercial de organismos geneticamente modificados.
As novas regras são uma resposta à crescente preocupação dos consumidores com a segurança dos alimentos que consomem, e têm como objetivo manter a reputação dos produtos de Hokkaido, a maior região produtora de alimentos do Japão. As regras serão aplicadas a todos os cultivos, inclusive soja e milho. Um sistema de licenciamento permitirá o cultivo comercial de plantas geneticamente modificadas, mas as condições serão tão restritas, por exemplo, através do monitoramento constante para evitar a contaminação cruzada com outras plantas, que espera-se que as regras efetivamente parem com a atividade.
As plantas geneticamente modificadas podem ser cultivadas assim como os cultivos convencionais, desde que os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente do Japão concedam as licenças. No entanto, pesquisas em Hokkaido mostram que 80% dos consumidores estão receosos com a produção geneticamente modificada.
Hokkaido teme que sua própria produção seja prejudicada com a contaminação genética.
Uma vez em vigor, a regulamentação de Hokkaido sobre os transgênicos será a mais forte do país.
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
8:18 PM |
Sexta-feira, Dezembro 03, 2004
Desmatamento recorde nas áreas críticas da Amazônia em 2004
O governo federal estima preliminarmente entre 23.100 e 24.400 km2 o desmatamento da Amazônia em 2004 - com base na análise das áreas mais críticas da região e uma projeção para as demais, com margem de erro de 15%. Os dados foram apresentados pelo secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, em seminário de avaliação do Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento lançado em março de 2004 pelo Presidente Lula.
Os dados são oriundos do projeto DETER - Sistema de Detecção de Desmatamento do INPE - Instituto de Pesquisas Espaciais, que a partir desta quarta-feira (1) vai disponibilizar ao público as imagens de sensoriamento remoto geradas pelo satélite CBERS. Os dados oficiais sobre desmatamento 2004 apenas serão disponíveis em março de 2005, quando será divulgada a análise do projeto PRODES - Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas, que apresenta uma série histórica desde os anos 80.
Os dados apresentados nesta quarta-feira, não incluem - por problemas de cobertura de nuvens - a região do sudoeste do Amazonas e Acre, assim como a calha norte do Rio Amazonas, nos estados de Roraima, Amapá, Pará e Amazonas. Sobre essas áreas foi realizada uma estimativa. Pela avaliação preliminar, é possível identificar um forte aumento do desmatamento principalmente nas regiões da BR-163 e da Terra no Meio, no Pará, assim como das cabeceiras do Xingu, em Mato Grosso. Na região central da BR-163 foi registrado um aumento em até 511% do desmatamento em relação ao ano de 2003.
Capobianco esclareceu que os dados não deveriam ser objeto de comparação com os dados gerais do PRODES de 2003, por conta de diferenças de metodologia e de abrangência. Os dados do PRODES apontaram para um desmatamento total de 23.700 km2 na Amazônia em 2003. (Amazônia.org)
Como evitar o desmate clandestino
- Intensificar a Educação Ambiental, levando a consciência a todas as comunidades locais;
- Retomar a Extensão Rural;
- Melhorar a fiscalização.
Histórico - Desde o início da colonização do Brasil, as florestas da região costeira vêm sendo derrubadas. Naquela época, destacavam-se as matas de jacarandá e de outras madeiras nobres da região do Sul da Bahia, do Norte do Espírito Santo e da denominada Zona da Mata de Minas Gerais. De um total de, aproximadamente, 1,3 milhão de quilômetros quadrados da Mata Atlântica primitiva, restam, apenas, cerca de 50 mil km2 - menos de 5% da área original.
A intensificação do desmatamento se acentuou a partir de 1920, após o término da I Grande Guerra, com a vinda de imigrantes, especialmente da Europa. Além do prosseguimento da derrubada das árvores da Mata Atlântica, ocorreu a destruição avassaladora dos pinheirais da região Sul do país. Os carvoeiros e lenhadores avançavam com a derrubada de árvores para suprir as demandas dos usuários, destacadamente nas regiões dos Cerrados e do "Meio-Norte", não respeitando as restrições legais de matas nativas, de proteção das nascentes, limites das margens dos cursos d¿água, encostas com declives acentuados e topos de morros.
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
9:41 AM |
Quarta-feira, Dezembro 01, 2004
Aterro sanitário no RJ lucra por poluir menos
O primeiro projeto baseado no MDL - Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto a ter seu registro aprovado no mundo é brasileiro. É o NovaGerar, que está sendo implementado na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Com a inscrição, ele pode receber recursos por reduzir os danos ao meio ambiente.
O trabalho feito no NovaGerar pretende diminuir duplamente a emissão de gases que reforçam o efeito estufa. Sua primeira tarefa foi a desativação do antigo Lixão da Marambaia, o que ocorreu em julho de 2004. Em seu lugar, foi construído um aterro sanitário. Essa ação não visa melhorar somente o tratamento do lixo de Nova Iguaçu, mas trazer um outro importante benefício.
O metano (CH4) ¿ um dos gases liberados em processos de decomposição de material orgânico e 20 vezes mais poluente que o dióxido de carbono (CO2) ¿, em vez de ir para a atmosfera, será capturado e usado em uma usina termelétrica para geração de energia ¿ substituindo, assim o uso de combustíveis fósseis, mais poluentes. O sistema deverá entrar em funcionamento efetivo em 2006.
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
12:14 PM |
As questões florestais e o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo
Trata-se de harmonizar, em última análise, uma série de visões divergentes, com suas delicadas implicações de cunho estratégico, político e diplomático, sobre a efetiva contribuição dos projetos florestais ao abrandamento dos fenômenos do aquecimento global e das mudanças climáticas, para geração de créditos de natureza compensatória, que poderão ser transacionados junto aos países que, ao integrarem o Anexo I do Protocolo de Kyoto, assumiram compromissos vinculantes de redução das suas emissões de gases de Efeito Estufa, tal como o dióxido de carbono (CO2).
No Brasil, que pertence ao leque de países com maior potencial de implementação de projetos florestais, acendeu-se um interessante debate sobre a possível inserção de projetos de reconstituição das matas ciliares e da reserva legal, dentro do contexto do MDL, frente à existência de uma obrigatoriedade, sancionada por Lei, que privaria tais projetos dos necessários requisitos de adicionalidade e voluntariedade, claramente exigidos pelo Protocolo de Kyoto.
De fato, segundo uma primeira leitura, a presença de uma normativa nacional, que obriga a preservação das matas ciliares ou cria o instituto da reserva legal, viria incidir negativamente sobre a ¿espontaneidade¿ dos projetos de florestamento, que visassem se beneficiar do MDL, impedindo a prefiguração de um cenário diferente daquele imaginável, na ausência do mesmo projeto.
Esta argumentação, que já seria questionável na linha dos princípios, pois a existência de um incentivo ao cumprimento da Lei (a geração de ¿créditos de carbono¿) não esvazia de significado, certamente, a sua pontual e correta observância e parece não resistir, de toda forma, a pelo menos três considerações.
A primeira delas alimenta-se na Teoria Geral do Direito, sendo claro que várias correntes doutrinárias identificam uma das características proeminentes da Lei na sua ¿eficácia¿. Isto significa que, na hipótese em que seja possível demonstrar a total ineficácia do dispositivo legal, por carência - como no caso da legislação tocante às matas ciliares, por exemplo - de qualquer regulamentação que permita sua efetiva observância ou discipline sua fiscalização, haveria defeito de um dos elementos constitutivos da Lei: a sua ¿eficácia¿; sendo possível defender sua conseqüente prática: a sua ¿inexistência¿.
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
12:10 PM |
Quinta-feira, Novembro 25, 2004
A harmonia da natureza e conservação da biodiversidade
A necessidade de compreensão do que se constitui o Meio Ambiente é básica para que os indivíduos possam nele situar-se e entender as questões afins. O conceito de Meio Ambiente deve ser ampliado além dos seus aspectos naturais, permitindo assim apreciar as interdependências e também a contribuição das ciências sociais para a sua compreensão. Para Reigota (1994), é um lugar determinado e/ou percebido, onde estão em relações dinâmicas e em constante interação, os aspectos naturais e sociais. Este autor cita Silliany que define meio ambiente como o que cerca um indivíduo ou um grupo, englobando o meio cósmico, geográfico, físico e o social, com suas instituições, culturas e valores. Essa variação em relação a amplitude do conceito é vista como resultante de ser esta uma temática em fase de afirmação. Verificamos porém, que os conceitos de meio ambiente são dependentes entre si, fruto da experiência e expressão da realidade de cada indivíduo de acordo com seu estado de consciência, devendo ser o mais amplo possível e assim propiciar um desenvolvimento equilibrado.
É justamente este o nosso ponto crítico. Na busca por desenvolvimento econômico, os grandes conglomerados industriais, até bem pouco tempo, não davam a devida importância à manutenção do meio ambiente e sua ação acelerava ainda mais a degradação. Os recursos naturais (solo, água e ar), que dão suporte a todos os seres vivos existentes no planeta, incluindo aí o Homo sapiens, são finitos e o ser humano sempre os utilizou como se não fossem. Isto tem se acentuado de tal forma que a manutenção da biodiversidade tornou-se uma grande preocupação mundial. Consideramos que não se pode pensar em crescimento social e econômico e na subsistência do ser humano e de todas as formas de vida, distanciado do contexto do desenvolvimento sustentável, que visa utilizar os bens naturais, mantendo-os para as gerações futuras.
Para que haja uma modificação neste panorama, a educação ambiental necessita estar presente e, apesar de se constituir compromisso de nossos governantes, na prática ainda está distanciada do ensino em todas as suas vertentes. A educação ambiental constitui-se num dos mais eficientes agentes de mudança, propiciando a nós, seres humanos, o conhecimento do nosso meio ambiente e aquisição de valores, habilidades, experiências e determinação que nos tornem aptos a lidar com questões ambientais presentes e futuras.
Os apicultores, se inserem, neste panorama ao realizam uma apicultura com base sustentável. A criação racional de abelhas é uma atividade que interage o indivíduo ao meio ambiente. Para desenvolvê-la é necessário conhecer e conservar os recursos da flora da região, identificar os períodos de chuva e escassez de água, a fim de possibilitar alimento para sua abelhas. O apicultor conserva suas abelhas produtoras, porém para que sua ação seja direcionada para sustentabilidade, deverá refletir sobre a sua relação com o meio ambiente, incluindo aí o tratamento que dispensa às outras espécies de abelhas, inclusive as solitárias, mamangavas e os meliponíneos. A preservação da Apis mellifera por si só não possibilita a manutenção das nossa vegetação nativa: seja ela mata, floresta, caatinga, mangue ou cerrado. Torna-se importante lembrar que a adaptação das abelhas nativas à nossa flora atual é resultante de um longo processo evolutivo de milhares de anos. Sendo assim, o desaparecimento de espécies de abelhas acarretará no desaparecimento de espécies vegetais. Comparando-se a ação extrativa à racional, verifica-se um grande salto qualitativo, porém é necessário ainda, um maior desenvolvimento para a concretização das ações condizentes com a sustentabilidade.
Diante do que vimos, o que nos é solicitado é mudança. Esta se fará através do conhecimento e desenvolvimento da sensibilidade: que possibilitará a adoção de novos valores no nosso infinito mundo interno e que irão refletir em ações coerentes à proteção do meio ambiente.
Tornando-se para nós um desafio por estarmos vinculados ao tecnicismo ditado pelo sistema econômico que privilegia os bens de consumo em detrimento do bem estar do ser humano e, consequentemente, a harmonia da natureza e conservação da biodiversidade.
FONTE: Martins,M.A. A Criação de Abelhas e a Preservação da Biodiversidade: Uma Questão de Educação Ambiental Monografia Fundesf/Ucsal Salvador 1995.
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
6:09 PM |
Segunda-feira, Novembro 22, 2004
Efeitos da poluição começam a ser levados em conta
RODRIGO GERHARDT
da Folha de S.Paulo
Enquanto ecologistas discutem as conseqüências das transformações do planeta para seu equilíbrio ambiental, uma outra categoria de especialistas ainda pouco conhecida afirma que não é preciso esperar as geleiras derreterem pelo efeito estufa para que a população seja afetada. Segundo os médicos ambientais, o impacto do ambiente urbano na saúde é maior e mais imediato.
"Estamos expostos a substâncias químicas em quantidades como nunca antes --no ar, na água, nos alimentos, nos produtos utilizados rotineiramente. Os resultados mais diretos são uma maior incidência de câncer, distúrbios neurocomportamentais, depressão e perda de memória", exemplifica Lia Giraldo, pediatra do Laboratório de Saúde Ambiental e Trabalho do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, em Recife (PE). Em agosto de 2003, o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos divulgou dados que mostraram que dois terços dos casos de câncer no país têm como causa fatores ambientais.
Problemas como esse fazem parte dos novos desafios da saúde ambiental, ciência que propõe um viés ecológico para a medicina. Até então restrita às questões de saneamento como objeto de estudo, ela vem mudando seu foco para o impacto na saúde da população e, para isso, já considera fatores como mudanças climáticas, ocupação do espaço e poluição. Dentro desse conceito, o estilo de vida, as condições sócio-econômicas e os ambientes urbano e doméstico também são levados em conta.
Futuro
O Ministério da Saúde está elaborando uma política nacional de saúde ambiental em conjunto com os ministérios do Meio Ambiente, do Trabalho e da Agricultura, segundo o secretário de vigilância ambiental, Jarbas Barbosa. Neste ano, a Faculdade de Medicina da USP ofereceu pela primeira vez uma disciplina optativa de medicina ambiental. Para o próximo ano, a faculdade anuncia a criação do primeiro ambulatório de saúde ambiental do país.
Segundo o pediatra Alfésio Braga, pesquisador do Laboratório de Poluição Atmosférica e criador da disciplina de saúde ambiental da USP, os médicos devem considerar com mais cuidado os fatores ambientais no diagnóstico do paciente. "Crianças com problemas respiratórios nunca serão tratadas definitivamente se o contexto ambiental não for inserido na avaliação médica." Aliás, assim como o efeito estufa é causado pela poluição atmosférica, a causa desses males também pode ser a falta de bons ares.
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
10:02 PM |
Sexta-feira, Novembro 19, 2004
Suinocultores do oeste paranaense terão acesso aos créditos de carbono
Pequenos produtores rurais da bacia do rio Toledo, no oeste do estado do Paraná, contarão com mais incentivo para desenvolver as atividades da suinocultura na região de forma sustentável e sem contaminar o meio ambiente. Com o uso da energia limpa, os produtores da região poderão ter acesso a créditos de carbono, previstos no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Kyoto.
Nesta quarta- feira, o Ministério do Meio Ambiente, a Itaipu Binacional e a Secretaria de Meio Ambiente do Paraná assinaram acordo de cooperação técnica para a formulação de projetos, visando a obtenção dos créditos de carbono, com o apoio do Prototype Carbon Fund, administrado pelo Banco Mundial.
O acordo foi assinado na abertura do seminário de avaliação do Programa Nacional do Meio Ambiente II (PNMA). A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, destacou que o PNMA representa um novo estilo de gestão ambiental no país. ¿Graves problemas ambientais estão sendo equacionados e resolvidos tecnologicamente a exemplo dos impactos sobre o solo e a água, provocados pela suinocultura comercial nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.¿
De acordo com a ministra, o Programa oferece a oportunidade de o ministério executar suas diretrizes na questão do fortalecimento do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama), no desenvolvimento sustentável, participação social e no trabalho integrado com os diferentes setores do governo. O diretor-geral brasileiro da Itaipu-Binacional, Jorge Miguel Samek, ressaltou que os programas desenvolvidos pelo ministério demonstram o caminho correto para apostar em um Brasil melhor nos próximos anos.
Ele revelou que o acordo assinado com o ministério é pioneiro e que deve servir de modelo para a humanidade. ¿Pela primeira vez, por meio do PNMA, estamos conseguindo dar vez aos pequenos produtores e aos suinocultores de receberem o carbono,¿ ressaltou.
Cerca de 40 pequenas propriedades familiares, com suinocultura integrada e instaladas em um manancial de abastecimento da cidade de Toledo (PR), são beneficiadas pelo PNMA II. O apoio do programa consiste na elaboração de projetos técnicos e apoio financeiro para obras que contribuam para a correção de passivos ambientais gerados pela atividade da suinocultura.
A iniciativa visa desenvolver uma nova realidade produtiva, com adequação ambiental, de acordo com as leis brasileiras e a exigência dos mercados consumidores, principalmente os internacionais, que têm imposto barreiras sanitárias e ambientais às carnes brasileiras. Durante o seminário, foram lançados também três manuais técnicos de gestão ambiental da suinocultura. (MMA)
Fonte: Ambiente Brasil
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
11:37 AM |
Terça-feira, Novembro 09, 2004
Efeitos da poluição começam a ser levados em conta
RODRIGO GERHARDT
da Folha de S.Paulo
Enquanto ecologistas discutem as conseqüências das transformações do planeta para seu equilíbrio ambiental, uma outra categoria de especialistas ainda pouco conhecida afirma que não é preciso esperar as geleiras derreterem pelo efeito estufa para que a população seja afetada. Segundo os médicos ambientais, o impacto do ambiente urbano na saúde é maior e mais imediato.
"Estamos expostos a substâncias químicas em quantidades como nunca antes --no ar, na água, nos alimentos, nos produtos utilizados rotineiramente. Os resultados mais diretos são uma maior incidência de câncer, distúrbios neurocomportamentais, depressão e perda de memória", exemplifica Lia Giraldo, pediatra do Laboratório de Saúde Ambiental e Trabalho do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães, em Recife (PE). Em agosto de 2003, o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos divulgou dados que mostraram que dois terços dos casos de câncer no país têm como causa fatores ambientais.
Problemas como esse fazem parte dos novos desafios da saúde ambiental, ciência que propõe um viés ecológico para a medicina. Até então restrita às questões de saneamento como objeto de estudo, ela vem mudando seu foco para o impacto na saúde da população e, para isso, já considera fatores como mudanças climáticas, ocupação do espaço e poluição. Dentro desse conceito, o estilo de vida, as condições sócio-econômicas e os ambientes urbano e doméstico também são levados em conta.
Quem trabalha sob condições adversas, por exemplo, está mais suscetível aos fatores de risco. É o caso do "marronzinho" --como são chamados os agentes de trânsito de São Paulo-- Isaías Viana, 41. O resultado das horas diárias de exposição à fumaça é percebido por ele mesmo na ardência que sente nos olhos e na cor da roupa, que fica mais escura no final de cada dia. "Mas eu até já me acostumei com a poluição", afirma Viana, que é agente há 13 anos.
Em uma pesquisa feita com 50 controladores de tráfego, não fumantes e sem doenças prévias --Viana entre eles--, da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET), o pneumologista do Instituto do Coração Ubiratan de Paula Santos constatou que todos apresentavam elevação da pressão arterial e variação da freqüência cardíaca nos dias de maior poluição atmosférica. A longo prazo, segundo o estudo, os agentes estão sujeitos a infarto do miocardio e derrame cerebral. Deles, 33% apresentaram condições típicas de fumantes -redução da capacidade pulmonar e inflamação freqüente dos brônquios.
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
9:10 AM |
Ártico perde 8% de gelo em 30 anos, revela estudo
A região do Ártico perdeu pelo menos 8% de sua capa de gelo sobre o mar nos últimos 30 anos, num total de 988.416 km² - equivalente à área conjunta dos Estados americanos do Texas e Arizona. O dado conta do estudo quadrienal sobre os impactos do clima sobre o Ártico, divulgado nesta segunda-feira (8).
Os 300 pesquisadores envolvidos no estudo concluíram que a região está sendo particularmente afetada pelas mudanças climáticas produzidas pelo homem. Os resultados aparecem no degelo de glaciais por todo o Ártico, na menor espessura da capa de gelo sobre o mar e no aumento das temperaturas médias.
Nos últimos 50 anos do século 20, segundo o estudo, as temperaturas médias no Alasca e na Sibéria subiram de -15.7ºC para -14.7ºC. Os invernos no Alasca e no oeste do Canadá tiveram as temperaturas médias elevadas de -14.9ºC para -13.8ºC.
Com "uma das mais rápidas e severas mudanças climáticas na Terra", segundo o estudo, a região do Ártico está contribuindo para o aumento do volume de água nos oceanos. Nos últimos 20 anos, conforme os cientistas, o degelo da superfície ártica fez o nível dos mares subir pelo menos três polegadas.
Financiado pelos Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Suécia e Rússia, a pesquisa reforça as projeções de que as temperaturas médias do planeta devem subir ainda mais por causa das emissões de gases na queima de combustíveis fósseis e outras atividades humanas. (Estadão Online)
posted by ARLINDO FABRÍCIO CORRÊIA
8:45 AM |

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